| id | Categoria | Tese específica | |
|---|---|---|---|
| 15217 | Áudiovisual | Equipamento distribuído e conteúdo centralizado: uma célula audiovisual completa replicada quatro vezes, ligada a um único acervo que rodava programação, e não apoio de palco | ★ escrita abaixo |
| 15230 | Cenografia | Traduzir quatro identidades culturais dentro de um galpão sem parede: zonas separadas por cor de luz e por módulos padronizados de catálogo em 43 posições de estande | |
| 15239 | Infraestrutura Técnica para Eventos | 3.220 peças em 53 áreas com 48 horas de montagem, fibra óptica como espinha dorsal do vídeo e um mesmo inventário dividido com um segundo evento na mesma manhã |
A Nobox, por meio de sua operação AV2Play, executou o audiovisual, a iluminação, a cenografia de estandes e a infraestrutura da Expo MinÁsia Te Leva 2025, realizada no PRO MAGNO Centro de Eventos, na zona norte de São Paulo, em 25 e 26 de janeiro de 2025, com montagem em 23 e 24 de janeiro.
O evento é promovido pela MinÁsia, empresa fundada em 2021 e pioneira em caravanas para a Coreia do Sul no período pós-pandemia, e propõe uma imersão cultural em quatro países: Coreia do Sul, Japão, Tailândia e China. Ocupou 3.000 m² e operou em modelo B2C, com bilheteria em três tipos de ingresso, incluindo um ingresso VIP. A programação reuniu oficinas de artesanato, culinária e danças tradicionais, apresentações de dança coreana e chinesa, sessões de cinema com curtas do Korean Film Festival, exibição especial do longa Totto-chan e a Vila dos Artistas.
A operação dimensionou 3.220 peças de equipamento distribuídas por 53 áreas, sendo 10 áreas de operação e 43 posições de estande. Funcionaram em paralelo seis frentes de palco, cada uma com cadeia própria de áudio, vídeo, luz e estrutura: a plenária principal, com 380 lugares, o palco VIP e os quatro palcos de país. Somam-se a elas o credenciamento, a sinalização, a rede de comunicação de produção e a infraestrutura elétrica e cenográfica das 43 posições de estande.
O conteúdo audiovisual foi tratado como programação, e não como apoio de palco. O servidor de palco rodou masters de abertura, de meio e de encerramento para cada um dos dois dias, vinhetas de 30 a 38 segundos por expositor, vídeo institucional dos quatro países, títulos legendados em português e o master do longa exibido em sessão. A captação usou duas estações independentes de gravação multitrilha, com saída de programa em 1920x1080, e produziu 274,8 GB de acervo em 163 arquivos.
A mesma matriz de recursos que sustentou a Expo atendeu, na mesma manhã de montagem, um segundo evento da empresa em outro endereço de São Paulo.
[CONFIRMAR: público total dos dois dias, valor do contrato da operação e tamanho da equipe em campo]
A Expo MinÁsia Te Leva 2025 não apresentou à Nobox o desafio de sonorizar um palco e exibir um vídeo. Apresentou o de fazer conviver, dentro de um mesmo pavilhão de 3.000 m² e sem parede entre as áreas, seis frentes de palco com programações diferentes acontecendo ao mesmo tempo, cada uma dedicada a um país, com idioma, música e ritmo próprios.
São a plenária principal, com 380 lugares, o palco VIP e os quatro palcos de país: Coreia, Japão, China e Tailândia. Nenhum deles é recorte de um palco maior. Cada um tem público, programação e horário próprios, e a atração de um não pode virar ruído de fundo do vizinho. Em desenho convencional, com um sistema de som grande cobrindo o pavilhão inteiro, as seis frentes deixam de existir e sobra uma só.
O fator que mais pesa, porém, não é a contagem de palcos. É a natureza do que precisava ser exibido. A programação não era um pacote homogêneo de apresentações de slides. Era cinema, com sessões de curtas do Korean Film Festival e a exibição do master de um longa-metragem. Era espetáculo ao vivo, com apresentações de dança coreana e chinesa que dependem de som e luz acompanhando o palco. Era encontro de fãs, com dinâmica de interação conduzida por apresentadora. Era conteúdo comercial, com vinhetas de 30 a 38 segundos por expositor rodando entre os blocos. E era conteúdo institucional sobre os quatro países. Cada um desses formatos pede uma coisa diferente do mesmo equipamento: cinema pede escuridão, silêncio, legenda legível e reprodução estável por mais de uma hora, e espetáculo pede exatamente o oposto.
O terceiro fator é quem estava na plateia. O evento operou em modelo B2C, com bilheteria em três tipos de ingresso. Quem assistia havia pago para estar ali e comparava a experiência com a de um show ou de uma sessão de cinema, e não com a de um evento corporativo de convite. A tolerância desse público a áudio abafado ou legenda ilegível é a de quem comprou ingresso.
O quarto fator é o calendário do conteúdo. Boa parte do material de exibição não estava fechada quando a montagem começou. O pacote principal de arquivos do cliente, com 9,2 GB em cinco partes, foi empacotado em 24 de janeiro às 14h19 de Brasília, véspera da abertura, com a montagem ainda em curso. Uma arte de patrocinador para telão chegou às 10h12 do dia 25, com o evento já aberto. Operação audiovisual desenhada para receber pacote fechado com antecedência não atende a esse cenário.
O quinto fator é a janela. Foram dois dias de montagem, 23 e 24 de janeiro, para instalar, cabear e testar 3.220 peças distribuídas por 53 áreas antes da abertura no dia 25. E essa janela não era exclusiva: na mesma manhã de 23 de janeiro, a mesma empresa abria a montagem de um segundo evento em outro endereço de São Paulo, com o mesmo estoque e a mesma matriz de recursos. Não houve sequenciamento entre as duas operações.
Há ainda a condição física do pavilhão. Com seis palcos, credenciamento, sinalização e 43 posições de estande espalhados por 3.000 m², a distância entre o ponto central de conteúdo e cada palco deixa de ser detalhe e vira restrição de projeto. Ela define que tipo de cabo sustenta o sinal de vídeo e quanto tempo a equipe leva para alcançar qualquer ponto da operação.
A resposta da Nobox não foi montar um sistema grande e fatiá-lo entre os palcos. Foi desenhar uma célula audiovisual completa, replicá-la quatro vezes, uma por país, e ligar todas a um mesmo acervo central de conteúdo. Equipamento distribuído, conteúdo centralizado.
Cada palco de país recebeu cadeia própria e fechada: mesa de som própria, sistema de som dimensionado para a área daquele palco, microfones sem fio próprios, tela com placa de captura, luz cênica, estrutura de box truss e caixa elétrica dedicada. Seis mesas de som operaram no evento, uma por frente. O efeito prático é que o palco da Coreia não depende de nada que esteja no palco do Japão, e o alcance sonoro de cada um foi dimensionado para a própria área, e não para o pavilhão. É o que permite quatro programações culturais diferentes acontecerem a poucos metros umas das outras dentro do mesmo galpão.
O transporte de vídeo foi feito por fibra óptica, em lances de 30, 50 e 100 metros. Em pavilhão desse porte, cabo de cobre não sustenta a distância entre o ponto de conteúdo e os palcos sem repetição no meio do caminho, e repetição no meio do caminho é ponto de manutenção em lugar onde ninguém pode parar. A fibra tirou a distância da equação e liberou o desenho para posicionar os palcos pelo roteiro de visita do público, e não pelo limite do cabo.
O conteúdo foi tratado como programação de emissora, e não como apoio de palco. O servidor de palco carregou 161,2 GB de material montado e versionado antes do evento: masters de abertura, de meio e de encerramento para cada um dos dois dias, vinhetas de 30 a 38 segundos por expositor, vídeo institucional dos quatro países, títulos legendados em português e o master do longa exibido em sessão. Isso muda o papel de quem opera. O operador não procura arquivo durante o evento, ele executa uma escaleta, e o conteúdo que chega de última hora entra por um ponto único em vez de ser distribuído palco a palco.
No palco VIP, a entrega de áudio foi individual. Um transmissor e 100 receptores pessoais levaram o som direto ao ouvido de cada convidado, sem depender de som ambiente e sem cabine. Dentro de um pavilhão aberto, é o arranjo que permite uma programação exclusiva acontecer sem disputar espaço acústico com o restante do evento. [CONFIRMAR: finalidade exata dos 100 receptores, se tradução simultânea, áudio silencioso ou outra dinâmica]
A sinalização foi resolvida como projeto de luz, e não como impressão. Foram 100 refletores Par LED RGBW dedicados exclusivamente à sinalização, mais tótens distribuídos pelo pavilhão. Cor é o que separa visualmente as quatro zonas de país em um galpão sem parede, e cor entregue por luz muda de configuração sem refazer material.
A captação foi montada com duas estações independentes de gravação, cada uma registrando três fontes ao mesmo tempo: a câmera, o áudio de microfone e o próprio conteúdo exibido em tela. Sobre elas foi criada uma trilha dedicada só ao backup do conteúdo de tela. A decisão trata a apresentação exibida como fonte crítica desde o projeto, e não como algo a recuperar depois. A saída de programa ficou em 1920x1080, com duas saídas de rede de vídeo abertas para uso simultâneo por outras frentes da operação.
As frentes de apoio foram dimensionadas na mesma matriz, e não improvisadas na véspera: credenciamento com cinco impressoras térmicas em paralelo, com etiquetas e ribbons provisionados, rede de 30 rádios de comunicação para a produção, pontos de luz e réguas para as 43 posições de estande, e mobiliário e carpete em módulos padronizados de catálogo.
O instrumento que sustentou tudo isso foi uma matriz única de recursos, com colunas de estoque próprio, necessidade, locação, compra e pendência, cobrindo ao mesmo tempo esta operação e o segundo evento da mesma manhã em outro endereço. Ela existe justamente para dividir um inventário entre operações concorrentes em vez de duplicar o parque. Nas 170 linhas de item dimensionadas para a Expo, somando 3.220 peças, a matriz registra 6 unidades de locação e nenhuma compra.
A operação foi entregue no calendário previsto. A montagem abriu em 23 de janeiro às 07h00 no PRO MAGNO, ocupou 23 e 24 de janeiro, e o evento aconteceu nos dois dias contratados, 25 e 26 de janeiro. A janela de 48 horas de montagem, para 3.220 peças distribuídas por 53 áreas, foi cumprida sem prorrogação.
O indicador mais verificável de continuidade é o próprio registro do evento. O primeiro dia produziu cerca de 9,2 horas de gravação multitrilha somando as duas estações. O segundo dia foi gravado de 09h34 a 17h09. São dois dias de programação cobertos de ponta a ponta pelo mesmo sistema, resultado que só existe se a cadeia de captação atravessou o evento inteiro em operação.
O acervo final soma 274,8 GB em 163 arquivos, sendo 113,5 GB de captação nos dois dias e 161,2 GB de conteúdo de palco, organizados por dia de evento. [CONFIRMAR: uso e destino do material gravado pelo cliente após o evento]
O segundo indicador é a capacidade de absorção demonstrada com a operação já em curso. O pacote principal de conteúdo do cliente, 9,2 GB em cinco partes, entrou na véspera da abertura, às 14h19 do dia 24, com a montagem ainda acontecendo. Uma arte de patrocinador para telão entrou às 10h12 do dia 25, com o evento já aberto. Os dois materiais estão no acervo do servidor de palco do evento, o que significa que atravessaram o caminho completo entre recebimento e ponto de exibição sem que a programação dos outros palcos precisasse ser refeita.
O terceiro indicador é a expansão do escopo dentro do próprio evento. Além de executar a infraestrutura audiovisual, de luz e de cenografia da Expo, a Nobox vendeu, projetou e montou um estande de expositor dentro dela, contratado à parte por R$ 28.500,00. Atuar nos dois lados do balcão no mesmo evento, a infraestrutura de quem organiza e o estande de quem expõe, é decisão que a organização só toma quando a entrega principal já está sob controle.
O quarto indicador é a permanência da relação. A MinÁsia já era cliente antes da Expo, com a produção do MinÁsia Cast em junho de 2024, e voltou a contratar em dezembro de 2024 para o evento de lançamento da própria Expo, em espaço reservado de restaurante na Liberdade, em São Paulo. A Expo, em janeiro de 2025, é a terceira contratação seguida do mesmo cliente em sete meses, com o escopo crescendo de uma gravação de estúdio para a operação completa de um evento de 3.000 m². Recontratação em sequência, com escopo em expansão, é a prova de retorno mais difícil de contestar.
O quinto indicador é de eficiência de parque. Para as 170 linhas de item e as 3.220 peças dimensionadas para a Expo, a matriz de recursos registra 6 unidades de locação e nenhuma compra. Praticamente todo o equipamento em operação saiu do estoque próprio, e o mesmo inventário ainda atendeu, na mesma manhã de montagem, um segundo evento em outro endereço da cidade. É reaproveitamento medido no documento de planejamento, e não declaração de intenção.
[CONFIRMAR: público total dos dois dias, avaliação formal do cliente e realização de edições seguintes da Expo. Nenhum desses três indicadores existe na documentação interna do projeto]
| Datas e local | 25 e 26 de janeiro de 2025 · PRO MAGNO Centro de Eventos, São Paulo/SP · montagem em 23 e 24/01 site oficial do evento e Matriz de Recursos |
|---|---|
| Área | 3.000 m² site oficial do evento (fonte pública) |
| Escopo do evento | Imersão cultural de 4 países: Coreia do Sul, Japão, Tailândia e China · bilheteria em 3 tipos de ingresso (B2C) site oficial do evento (fonte pública) |
| Áreas dimensionadas | 53 áreas: 10 de operação e 43 posições de estande Matriz de Recursos, aba Nutrology + MinÁsia Expo |
| Equipamento | 3.220 peças em 170 linhas de item, só para a Expo Matriz de Recursos, colunas G a BG |
| Frentes de palco simultâneas | 6: plenária principal (380 lugares), palco VIP e os palcos de Coreia, Japão, China e Tailândia · 6 mesas de som Matriz de Recursos |
| Áudio individual no palco VIP | 1 transmissor e 100 receptores pessoais, sem cabine Matriz de Recursos (finalidade a confirmar) |
| Sinalização como luz | 100 Par LED RGBW dedicados só à sinalização, mais tótens Matriz de Recursos, colunas H e O |
| Transporte de vídeo | Fibra óptica HDMI em lances de 30 m, 50 m e 100 m Matriz de Recursos |
| Captação | 2 estações independentes gravando 3 fontes cada, mais trilha dedicada de backup do conteúdo de tela · saída em 1920x1080 com 2 saídas de rede de vídeo arquivo MIN.vmix e timelines MultiCorder |
| Volume gravado | 274,8 GB em 163 arquivos: 113,5 GB de captação e 161,2 GB de conteúdo de palco · ~9,2 h de multitrilha só no dia 1 e dia 2 gravado de 09h34 a 17h09 medição direta no Drive em 04/09/2026 |
| Conteúdo exibido | Masters de abertura, meio e encerramento dos 2 dias · vinhetas de 30 a 38 s por expositor · vídeo institucional dos 4 países · títulos legendados em pt-BR · master de longa-metragem pasta Backup PC SERV. |
| Conteúdo recebido em cima da hora | 9,2 GB em 5 partes empacotados em 24/01 às 14h19 · arte de patrocinador para telão em 25/01 às 10h12 carimbos dos arquivos no Drive |
| Eficiência de parque | Contra 3.220 peças dimensionadas: 6 unidades de locação e 0 compra Matriz de Recursos, colunas LOCAÇÃO e COMPRA |
| Simultaneidade | Mesma matriz e mesmo estoque atendendo 2 eventos em endereços diferentes, com montagem abrindo na mesma manhã de 23/01 Matriz de Recursos, célula A2 |
| Estande vendido dentro do evento | R$ 28.500,00 (estande Decor By Lilian, KR17), contratado por TK7 / Questum Consultoria proposta assinada, 07/01/2025 |
| Relação com o cliente | 3 contratações seguidas em 7 meses: MinÁsia Cast (jun/2024), lançamento da Expo (10/12/2024) e a Expo (jan/2025) propostas e OS 06.24.142 |
| O que falta |
|
|---|